

Bom...sou mestiça e vivi no Japão por quase 7 anos entre 2001 e 2008.Lá não comemora a Páscoa, já que esse é um feriado cristão. Mas com os dekasseguis (estrangeiros que viajam à trabalho) a história é outra. Todos os anos, as lojas para brasileiros ficam enfeitadas. Fileiras de ovos de chocolate se multiplicam pelas províncias, exigindo muita força de vontade de quem não pode ou não quer sucumbir à tentação. Para melhor aproveitar a data, entenda porque o chocolate e a Páscoa exercem tanto fascínio sobre as pessoas.
É doce?
Sim e não. Na verdade, chocolate puro é extremamente amargo. O produto é o pó resultante da secagem, torrefação e moagem da semente de cacau. Durante o processo de moagem, obtém-se o licor de cacau do qual são extraídos a manteiga de cacau e o pó de chocolate. Os produtos ditos “de chocolate” ou “achocolatados” - doces -, contêm menos de 7% de cacau. O chocolate em barra é uma mistura de pó ou licor e manteiga de cacau, com ingredientes variados, incluindo açúcar. Por isso, os “chocolates” comercializados variam tanto em textura e sabor.
Meio amargo contém menos açúcar que o ao leite?
Não. Simplesmente, o chocolate meio amargo possui maior quantidade de massa de cacau e não contém leite, o que lhe garante sabor característico e coloração mais escura, se comparado com o ao leite. A quantidade de açúcar continua a mesma em qualquer chocolate.
Diet tem menos calorias que o normal?Depende. O chocolate diet, apesar de não possuir açúcar na composição, pode ter valor calórico menor, igual ou até maior do que o normal. Isso porque, para substituir o açúcar, é adicionado gordura e adoçante. Vale lembrar que produtos diet são destinados a pessoas diabéticas, não apenas para quem deseja perder uns quilinhos.
Diet tem menos calorias que o normal?Depende. O chocolate diet, apesar de não possuir açúcar na composição, pode ter valor calórico menor, igual ou até maior do que o normal. Isso porque, para substituir o açúcar, é adicionado gordura e adoçante. Vale lembrar que produtos diet são destinados a pessoas diabéticas, não apenas para quem deseja perder uns quilinhos.
É afrodisíaco?
Não se sabe. Dessa crença popular, difundida há séculos, a única certeza é que ele estabiliza neurotransmissores relacionados a sensações prazerosas, como a dopamina, e favorece a liberação de endorfinas e encefalinas que produzem o prazer.
Pode ser consumido em que quantidade?A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.
Pode ser consumido em que quantidade?A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda o consumo de nenhum tipo de doce. Para quem não resiste, o importante é não ultrapassar o limite diário de até 50 gramas, em função dos altos teores de açúcar e gordura.
Substitui o amor?
Obviamente, não. Mas pesquisadores descobriram que o chocolate, assim como a cafeína, estimula a produção de uma substância chamada feniletilamina, que é o elemento liberado pelo cérebro quando se está apaixonado.
Causa acne?
Não há evidências científicas de que o chocolate possa causar, piorar, desencadear ou melhorar a acne. O chocolate foi associado ao aparecimento da acne porque, muitas vezes, é consumido em situações de ansiedade. Quem é viciado em chocolate come mais este alimento quando está tenso. Quando se está sob pressão, é comum ter disfunções hormonais, que possam causar acne.
Faz bem ao coração?
Sim. Estudo apresentado na Sociedade Britânica de Ciência aponta o chocolate como fonte de flavonóide, composto químico que diminui as chances de coagulação do sangue, principal causa de derrames e ataques cardíacos. O estudo reforça a teoria de que o cacau age da mesma forma que a aspirina, tornando o sangue mais fino e, portanto, dificultado a formação de trombos. Mas o chocolate não substitui os medicamentos, pois os mecanismos de ação são distintos.
É energético?
Sim. Na pirâmide dos alimentos ele se encontra no topo do grupo dos energéticos extras, por ser rico em gorduras e açúcares. E, exatamente por isso, deve se consumido com moderação.
É precioso?Antigamente, sim. As sementes de cacau tinham grande valor para os Maias, povo nativo da América Central. Além de fazer o “tchocolath”, bebida de rituais sagrados e considerada medicinal, as sementes tinham função de moedas. Quanto isso representava? O preço de um coelho era oito sementes. Já um escravo podia ser adquirido por apenas 100 unidades.
Estraga?
Depois de seis meses da sua fabricação, o chocolate começa a perder o sabor e o aroma, mas pode durar até um ano. Quando é submetido ao calor, a sua gordura sobe à superfície. Aparecem manchas no chocolate, mas isso não significa que está estragado.
Brasileiro é melhor?
Pode se dizer que sim. A matéria-prima dos melhores chocolates do mundo é o cacau brasileiro, que é feito em conjunto com o leite saudável dos Alpes suíços.
Pode ser dado a animais de estimação?
Não. Chocolate contém teobromina, que é venenosa a animais como cães, gatos, especialmente filhotes, cavalos, papagaios e hamsters. E esses animais não conseguem metabolizar a substância eficazmente. Eles podem, devido ao consumo, ter convulsões, ataques cardíacos, hemorragias internas, e até morrerem.
Causa cárie?
Sim. Todos os alimentos que contêm carboidratos fermentáveis podem contribuir para a formação de cáries, mas o chocolate tem recebido a culpa desse mal. O chocolate é capaz de anular o potencial acidificante do açúcar e reduz a desmineralização dos dentes, um processo diretamente relacionado ao surgimento de cáries.
Vicia?
Sim. Foi descoberto que o chocolate, assim como o café e o chá, possui uma capacidade incomum para interagir com a química cerebral. O doutor Adam Drewnowski, da Universidade de Michigan, descobriu que, ao bloquear quimicamente os receptores opióides do cérebro, era possível diminuir pela metade o consumo de chocolate em comedores compulsivos.
Aumenta o colesterol?
Não. Um estudo desenvolvido por cientistas da Universidade da Califórnia e publicado no “The Lancet” mostrou que o chocolate contém fenóis. Essas substâncias também são encontradas no vinho e, segundo os cientistas, são substâncias químicas antioxidantes, que evitam a oxidação do colesterol (LDL). Quando este tipo de colesterol oxida, transforma-se em uma placa que pode bloquear as artérias e levar ao desenvolvimento da arteriosclerose.
Tudo o que você sempre quis saber sobre a Páscoa!
Começo
A semana da Páscoa começa com o Domingo de Ramos. A festa dos ramos relembra o dia em que Jesus entrou festivamente em Jerusalém, pouco antes de sua morte.
Ovo
Como a Páscoa celebra a ressurreição de Jesus, o ovo simboliza o nascimento, a vida que retorna. O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antigüidade. Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa. Eram verdadeiras obras de arte.
Cerimônias
As luzes, velas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, eles fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então, acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos em Cristo.
Coelho
O coelho é um símbolo de fertilidade, e ovos são pintados com cores brilhantes, que representam a luz solar, dados como presentes. A origem do símbolo do coelho vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade de reprodução. Como a Páscoa simboliza a é ressurreição de Cristo, nada melhor do que esse pequenos animais.
Por que o coelho traz o ovo?
Diz a lenda que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se, então, o conto de que o coelho trouxe os ovos.
Fonte: Marcos Yamamoto - Redação da Revista Gambare! (06.04.2007 )

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